terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Svart


Novamente uma velha ironia.
3:33 da manha foi quando consegui ligar meu computador.
Eu tinha ido dormir meia noite, como um bicho de estimação é posto pra dormir, ou um cavalo é posto no estábulo quando suas “obrigações” já eram por aquele dia.
Não que alguém houvesse me dito para ir, foi pura submissão ligada à minha exaustão causada pelo retorno do lixo.
A noite...
Agora 3 e 37 da manha.
A hora que acordei, eu ouvi a cidade. Um ou outro barulho.
Ouvi a mulher que me defecou neste mundo que tanto odeio.
A noite não era ameaçadora assim, e o escuro do meu quarto era confortável.
Hoje estava opressor.
Eu nunca fui feliz. Nunca busquei felicidade, apenas meios de me manter calmo. A melhor maneira de me manter calmo, era eu não me sentir parte da escória humana.
Estou reduzido à sua insignificância humana agora, por um simples capricho de ter que acordar quando eu ia dormir.
O simples capricho que me faz ver o cara amarela sorrindo pra este país desgraçado tropical.
Foda-se, estivesse eu no frio da depressão cinza, como eu disse, nunca fui feliz, e eu conheço muito bem a torção da vida, e isto que sinto não é uma torção.
A noite antes era minha vida. Agora onde havia VIDA, no sentido humano moralista da palavra, eu durmo.
Isto para mim é inércia.
Isto é que é inércia.
Novos sentidos de vaziedade se levantam no agora, pois eu sei que aqui onde minha mente jaz, o Limbo do Vazio, é muito vasto, solitário e desolado.
E agora, no que já era antes vazio, se tira a calma de mente.
Não havia vida no período da luz.
O velho uivo suicida se levanta como sempre. Vänara, Vanmakt och Avsmak.
O silêncio da noite, não é mais onde minha mente ficava em silêncio, ponderação e contemplar.
O silêncio da noite, agora é o palco das míseras sinfonias de tristeza. Mourning Palace.
Mas não há pesar, neste palácio, como eu disse, no Limbo do Vazio, eu encontrei milhões de maneiras de pesar, milhões de maneiras de sofrimento, e milhões de maneiras de tristeza. Cada uma tão peculiar quanto a outra, e desta vez eu sou uma alma atormentada do Palácio da Tristeza.
“Hear the cries from the mourning palace. Feel the doom of the restless spirits, hear the cries from the mourning palace.
Feel the doom, of their haunting chants!
Eternal is their life in misery!
Eternal is their life in grief!”
Poderia ser este trecho musical uma descrição do Limbo do Vazio, mas neste umbral, há outras maneiras de se interpretar.
E agora eu vejo mais uma maneira. E outra.
Eu sempre escutei os gritos do Palácio da Tristeza. Sempre.
Mesmo quando eu não gritava junto deles, e mesmo no silêncio do uivo de agora eu os ouço. Mas o Vazio dentro do Limbo do Vazio, é consumidor e cruel.
Eu sinto a sina dos espíritos sem descanso, pois eu faço parte de seus gritos.
Eu sinto e ouço os gritos do Palácio da Tristeza.
Seria Ashkehria, se tivéssemos na condição humana, a Jieahn.
Mas é o Planeta Terra, e não há pior grilhão de desespero do que este mundo.
Nove meses antes do meu nascimento, estava condenado à nascer aqui. Qual foi meu crime? Eu não sei, talvez fosse existir.
“Abandoned in a Void of Nothingness
A chain of anger, a feather of despair!”
O infinito da existência. Fomos defecados neste mundo.
Poderia aqui ser o Limbo. Umbral, como for.
Qualquer condenação espiritual ligada a suicídio me faz gozar, diante do que este planeta representa.
Não que eu considere as condenações religiosas passíveis de preocupação, eu os detesto e cago em vossas faces, moralistas e falsos moralistas, pois eu desejo a morte de todos vocês.
Mas de fato, suas condenações falharam em me fazer temer os domínios da Morte, e não me fizeram valorizar as flatulências entrópicas irracionais da vida (no sentido racional da palavra agora, pois convenhamos que não tenho culpa em ser capaz de pensar melhor do que a natureza foi capaz de fazer... “Santa” arrogância).
No fim isto foi apenas mais um uivo suicida.
Desejo vossas mortes, como condenação, e a minha morte como libertação. Cada qual a sente como a própria consciência se reflete na face do Vazio do capuz do ceifador.
Por, Nihilinanis, ninguém mais ninguém menos que absolutamente Ninguém.

sábado, 1 de janeiro de 2011

Einsamer Winterweg

Este blog era pra relatar acontecimentos do post Karadniharak.
Mas como me faltava vontade pra escrever, eu acabei nao escrevendo mais, talvez eu continue a escrever sobre isso, mas não é por esta razão que estou escrevendo hoje.

é dia primeiro de janeiro.
engraçado, que acabei de perceber que rima.

tive a primeira porra de ressaca moral da minha vida, e olha que eu já tava velho pra isso acontecer
19 anos e nunca tive uma ressaca moral até ontem.

Eu só falei merdas que eu nunca diria pra quem não me conhece bem.
Eu escolho muito bem pra quem eu digo quem eu sou, e ontem eu saí falando isso pra todo mundo.
Maldita poçãozinha deliciosa que o Prioli fez, aliás, muito obrigado, o efeito do álcool é uma coisa que me fez mal, mas que aquela poçãozinha tava uma delícia tava kra. Parabéns pelos seus dotes alquimistas!
Os mundos além irão apreciar.

Agora foda-se a ressaca moral, foda-se o que eu disse.

Eu vim escrever porque ontem quando aqueles milhares de fogos estavam sendo estourados eu comecei a sentir aquela merda, eu tava sentindo milhões de pessoas festejando, festejando e festejando. Mas eu não via motivo pra festejar. Eu me senti errado, eu não acredito em certo e errado, e até quando eu tava bebasso eu disse isso, mas eu ainda assim me senti errado.
Me senti um lixo porque meio mundo estava anestesiado e na sua felicidade de dopamina, mas eu não.
Eu não entendo, eu juro que não entendo o porque estavam festejando.
Tudo bem que logo minha felicidade de dopamina começou logo após, visto que enchi a cara inocentemente com aquela poçãozinha dos deuses.
tinha Vodka, álcool secundário, quando bateu, simplesmente, bateu
não deu tempo de ficar alegrinho
falei merda por 30 minutos e morri no minuto seguinte.
Foi bom vomitar
Eu devia ter vomitado mais e falado menos.
Ninguém deveria me conhecer.
Poucos sabem o que eu falo e o que eu acho, e eu não devia ter dito merda nenhuma do que eu acho pra ninguém, porque pouca gente gosta do que eu falo.
Acho que sou extremista de mais pra todo mundo, e quando eu estava lá morrendo de tontura, tive uma conversa que deveria ser construtiva.
Mas eu só percebi que eu discordo de todo mundo. Discordo, e discordo novamente.
Eu entendo os outros, mas eu discordo de tudo. Embora eu creia que não me entendam.
Mas foda-se esse papo pré adolescente de "não me entendem", pq se eu comecei a me podar por estar falando dele, quer dizer que deve ter ficado pré adloescente demais ,por mais que eu discorde também das ideias de maturidade que me enfiaram no cu mental desde que nasci.
Discordo de todo mundo mesmo.
Ah quer saber, morram.
Falei merda demais, e dessa vez, sem álcool, mas que fique aqui.